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Archive for Maio, 2011

A acção de despejo dos “indignados” que estavam há vários dias concentrados na Praça Catalunha, em Barcelona, converteu-se nesta sexta-feira numa batalha, com mais de uma centena de feridos.

27.05.2011 – 10:48 Por PÚBLICO:

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Foi o espírito das praças públicas da Grécia antiga, as ágoras, que se viveu ao longo do fim-de-semana no Rossio, em Lisboa, onde centenas de pessoas se reuniram com o movimento 12 de Março, responsável pela manifestação da chamada geração à rasca e em solidariedade com os espanhóis que estão acampados na rua em Madrid e Barcelona, exigindo melhores condições de vida.

Pedro Vaz Marques, Jovens do Rossio. Negociar a dívida, já!, Jornal I (23-5-2011)

No Rossio, Dorme o Povo que quer acordar o País. Ler

Jornal de Negócios, (27-5-2011)

D. Pedro IV abdicou do seu protagonismo no Rossio e cedeu grande parte da sua estátua aos cartazes de dezenas de jovens (e não só) que desde a semana passada estão aqui acampados, bem no centro de Lisboa. É um protesto semelhante ao que está a acontecer em Madrid. “Não temos milhares de euros, mas temos muita coisa para dar”, lê-se num dos cartazes. “Yes we camp”, diz outro. Pedro Murteira é um dos participantes e acredita que a mudança se faz com a população. “O importante é que cada pessoa encontre dentro de si um espaço de intervenção”, assegura ao PÚBLICO.

Yes we camp: as tendas continuam de pé no Rossio para dar voz a todos, Público, Romana Borja-Santos (26-05-2011)

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Comida Necessária: Ver Abaixo

Apoio Logístico para a Manifestação

Com o aproximar rápido da manifestação – que terá já lugar hoje, sábado, dia 28, a partir das 15h, na Avenida da Liberdade (frente ao cinema S. Jorge) -, o principal objectivo do Movimento é, cada vez mais, o de unir forças, de modo a aumentar a concentração no Rossio. Na acção de sábado, contamos com uma participação, ainda mais alargada, de todas as cidadãs e cidadãos que, independentemente da sua idade, estrato social, ou situação profissional, não se sintam representados pelo actual sistema e anseiem por uma verdadeira democracia, em que tenham uma palavra a dizer em assuntos que lhes dizem directamente respeito.

A cada dia intensificam-se os apelos de apoio logístico: água, azeite, geleiras, sacos térmicos, latas de conserva, pratos, copos e talheres reutilizáveis, corda grossa, lonas e plásticos para proteger do sol e da chuva, cavaletes, carregadores solares de baterias, etc…

E acima de tudo, precisamos de todos!

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Recursos Alimentares Necessários

Água

Leite

Enlatados, nomeadamente

  • Feijão
  • Grão
  • Milho
  • Ervilhas
Vegetais em geral, nomeadamente
  • Batatas
  • Alhos
  • Cebolas
  • Fruta
  • Cereais
  • Bolachas

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Este Manifesto encontra-se em processo de elaboração e aberto a propostas. Não é um documento definitivo.

1º Manifesto do Rossio

Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:

Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadores, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas, reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico-financeiro vigente.

De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países, mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos, o funeral da democracia.

A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperança média de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia, não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.

Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.

Isto é só o início. As ruas são nossas.

Lisboa,  22 de Março 2011

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Para que seja possível manter este blog actualizado com as milhares de fotos e vídeos que vão sendo captados é necessário que nos enviem o vosso material para movimento19m.pt@gmail.com. Entretanto, podem ir consultando aqui os materiais já disponíveis e acompanhar o debate pelo facebook .

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Está convocada uma concentração em frente à Embaixada de Espanha (Rua do Salitre, 1) pelas 18h00, em solidariedade com os companheiros acampados na Praça da Catalunha e que foram esta manhã alvo de uma violenta carga policial. À mesma hora decorrerá uma concentração de solidariedade em todas as cidades onde estão a decorrer acampadas semelhantes. Um comunicado da acampada de Barcelona está disponível aqui. Fotos da carga policial estão disponíveis aqui.

Citando a noticia do jornal Publico existem 120 pessoas com ferimentos após a operação de “limpeza” da policia espanhola na acampada de Barcelona, entretanto a praça já foi reocupada pelo povo.

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No Rossio estão (ainda?) poucos e têm credo diferente do espanhol. Apesar das afinidades, os nossos cartazes protestam contra o FMI e pedem a renegociação da dívida, gritos de partido; em Espanha pede-se uma nova Constituição, o que é um movimento político. Como escreve Nicolau Pais, aqui. Mas em Espanha começou assim, devagar. E agigantou-se.
É impossível dizer o que vai dar o acampamento do Rossio. Mas é incompreensível que a comunicação social, que tão rapidamente se moveu e comoveu com as revoltas do mundo árabe, não desça as escadas para ver o que passa à porta. Demorámos quatro dias a noticiar as Portas do Sol. Não ligamos as câmaras no Rossio. Que carácter mostra este Quarto Poder? Os jornais não podem ser parte do sistema ensimesmado. Porque os jornais são protectores das libertações e das democracias. Como aconteceu em Tahrir.

Pedro Santos Guerreiro, Passa por mim no Rossio, Jornal de Negócios (27/05/2011)

Durante o dia as conversas são mais informais e limpa-se o local com vinagre, cujo odor penetra o mais fundo que pode nas vias respiratórias de quem ali está. Há tempo para uma aula de yoga ao ar livre e para uma bancada com comida para todos os que quiserem repor energias. Partilha-se sopa, arroz, fruta, leite… o que houver. Umas coisas são trazidas pelos que aqui estão concentrados. “Mas também há pessoas solidárias que nos têm oferecido coisas”, conta. O momento alto do dia acontece às 19h00 quando se juntam umas 300 pessoas. É a esta hora que se cria uma reminiscência da polis grega e é então feita uma assembleia pública onde todos são convidados a intervir, a dar ideias, a denunciar problemas actuais. Ou simplesmente a contarem a sua história, em jeito de catarse colectiva.

Yes we Camp, Público (27/05/2011)

A assembleia popular marcada para as 19 horas desta sexta-feira aborda as revoltas árabes, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a arte e cultura, o género e o sistema social e político, conforme um cartão colocado junto a uma mesa, para recolha de testemunhos e apoiantes. Cartazes em espanhol e em português, bem como a bandeira da Islândia, país que declarou a bancarrota, ao lado da portuguesa, estão penduradas na base da estátua D. Pedro IV junto a um cartaz que diz “os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas”. “A divida não é nossa” e “Yes we camp” (Sim, nós acampamos) são outros dos cartazes afixados na base do monumento.

Protestos no Rossio contra “sistema” continuam, Jornal de Notícias (27/05/2011)

A Acampada Lisboa promove no sábado uma manifestação entre a Avenida da Liberdade e o Rossio, sob o lema “Democracia Verdadeira, Já”, anunciou o movimento, cujos membros têm pernoitado diariamente, qual campistas, junto à estátua D. Pedro IV. A “acampada”, que contesta o atual sistema político, começou na sexta-feira, no Rossio, em solidariedade com os contestatários que ocupam a Puerta del Sol, em Madrid, Espanha. Diariamente, a Acampada Lisboa promove assembleias populares na praça lisboeta.

Acampada Lisboa promove manifestação no Sábado, Sic-Notícias (26/05/2011)

Para além do trabalho ‘político’ gerado nas Assembleias, há uma rotina que exige que todos os dias as pessoas se inscrevam para desempenhar as tarefas diárias – limpar e desinfectar a calçada, cozinhar, despejar os lixos, pintar cartazes e tornar habitável aquela praça emblemática da cidade de Lisboa. Inspirados nos protestos que desde 15 de Maio mobilizaram milhares de pessoas em várias cidades espanholas (com epicentro na Praça Puertas del Sol, em Madrid), os jovens portugueses dizem-se anti-sistema, apartidários e pacíficos. Juram que têm ideias, prometem propostas concretas e querem provocar uma onda semelhante à de Madrid. Resta saber se, com a chuva que se avizinha, a onda não morrerá na praia.

A acampada Lisboa não é um festival de Verão, Sol (26/05/2011)

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