Manifestação em Lisboa contra o FMI
por LusaOntem
Cerca de meio milhar de pessoas desceu hoje a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para protestar contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) sob o lema “Democracia Verdadeira, Já”.
A manifestação, que começou junto ao cinema São Jorge e terminou no Rossio foi promovida pela Acampada Lisboa, um movimento espontâneo inspirado pelas “acampadas” em Espanha, e cujos membros têm pernoitado junto à estátua de D. Pedro IV, no centro da capital.
“Fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”, foram as principais palavras de ordem gritadas pelos manifestantes, de várias nacionalidades, e na sua maioria jovens.
Foi o caso da italiana Isotta, uma estudante do programa Erasmus, que se juntou a este movimento para reivindicar pela “Democracia que já não existe”.
“Queremos uma democracia verdadeira e transparente na qual possamos escolher. Este é o momento certo para mudarmos”, disse à agência Lusa.
Outro manifestante, que não se quis identificar, referiu que estava a protestar “por amor à pátria” e porque quer “um país de futuro”.
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Barcelona: 120 feridos após confrontos entre “indignados” e polícia na Praça Catalunha
Posted in Imprensa Nacional, Repressão policial, tagged Plaza de Catalunya, Praça da Catalunha, Real Democracia, Violência Policial on 28/05/2011| 2 Comments »
A acção de despejo dos “indignados” que estavam há vários dias concentrados na Praça Catalunha, em Barcelona, converteu-se nesta sexta-feira numa batalha, com mais de uma centena de feridos.
Mais Imprensa
Posted in Imprensa Nacional, tagged acampada lisboa, jornal I, rossio on 28/05/2011| Leave a Comment »

Foi o espírito das praças públicas da Grécia antiga, as ágoras, que se viveu ao longo do fim-de-semana no Rossio, em Lisboa, onde centenas de pessoas se reuniram com o movimento 12 de Março, responsável pela manifestação da chamada geração à rasca e em solidariedade com os espanhóis que estão acampados na rua em Madrid e Barcelona, exigindo melhores condições de vida.
Pedro Vaz Marques, Jovens do Rossio. Negociar a dívida, já!, Jornal I (23-5-2011)
No Rossio, Dorme o Povo que quer acordar o País. Ler
Jornal de Negócios, (27-5-2011)
D. Pedro IV abdicou do seu protagonismo no Rossio e cedeu grande parte da sua estátua aos cartazes de dezenas de jovens (e não só) que desde a semana passada estão aqui acampados, bem no centro de Lisboa. É um protesto semelhante ao que está a acontecer em Madrid. “Não temos milhares de euros, mas temos muita coisa para dar”, lê-se num dos cartazes. “Yes we camp”, diz outro. Pedro Murteira é um dos participantes e acredita que a mudança se faz com a população. “O importante é que cada pessoa encontre dentro de si um espaço de intervenção”, assegura ao PÚBLICO.
Yes we camp: as tendas continuam de pé no Rossio para dar voz a todos, Público, Romana Borja-Santos (26-05-2011)
Acampada de Lisboa na imprensa
Posted in Imprensa Nacional on 27/05/2011| Leave a Comment »

No Rossio estão (ainda?) poucos e têm credo diferente do espanhol. Apesar das afinidades, os nossos cartazes protestam contra o FMI e pedem a renegociação da dívida, gritos de partido; em Espanha pede-se uma nova Constituição, o que é um movimento político. Como escreve Nicolau Pais, aqui. Mas em Espanha começou assim, devagar. E agigantou-se.
É impossível dizer o que vai dar o acampamento do Rossio. Mas é incompreensível que a comunicação social, que tão rapidamente se moveu e comoveu com as revoltas do mundo árabe, não desça as escadas para ver o que passa à porta. Demorámos quatro dias a noticiar as Portas do Sol. Não ligamos as câmaras no Rossio. Que carácter mostra este Quarto Poder? Os jornais não podem ser parte do sistema ensimesmado. Porque os jornais são protectores das libertações e das democracias. Como aconteceu em Tahrir.
Pedro Santos Guerreiro, Passa por mim no Rossio, Jornal de Negócios (27/05/2011)
Durante o dia as conversas são mais informais e limpa-se o local com vinagre, cujo odor penetra o mais fundo que pode nas vias respiratórias de quem ali está. Há tempo para uma aula de yoga ao ar livre e para uma bancada com comida para todos os que quiserem repor energias. Partilha-se sopa, arroz, fruta, leite… o que houver. Umas coisas são trazidas pelos que aqui estão concentrados. “Mas também há pessoas solidárias que nos têm oferecido coisas”, conta. O momento alto do dia acontece às 19h00 quando se juntam umas 300 pessoas. É a esta hora que se cria uma reminiscência da polis grega e é então feita uma assembleia pública onde todos são convidados a intervir, a dar ideias, a denunciar problemas actuais. Ou simplesmente a contarem a sua história, em jeito de catarse colectiva.
Yes we Camp, Público (27/05/2011)
A assembleia popular marcada para as 19 horas desta sexta-feira aborda as revoltas árabes, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a arte e cultura, o género e o sistema social e político, conforme um cartão colocado junto a uma mesa, para recolha de testemunhos e apoiantes. Cartazes em espanhol e em português, bem como a bandeira da Islândia, país que declarou a bancarrota, ao lado da portuguesa, estão penduradas na base da estátua D. Pedro IV junto a um cartaz que diz “os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas”. “A divida não é nossa” e “Yes we camp” (Sim, nós acampamos) são outros dos cartazes afixados na base do monumento.
Protestos no Rossio contra “sistema” continuam, Jornal de Notícias (27/05/2011)
A Acampada Lisboa promove no sábado uma manifestação entre a Avenida da Liberdade e o Rossio, sob o lema “Democracia Verdadeira, Já”, anunciou o movimento, cujos membros têm pernoitado diariamente, qual campistas, junto à estátua D. Pedro IV. A “acampada”, que contesta o atual sistema político, começou na sexta-feira, no Rossio, em solidariedade com os contestatários que ocupam a Puerta del Sol, em Madrid, Espanha. Diariamente, a Acampada Lisboa promove assembleias populares na praça lisboeta.
Acampada Lisboa promove manifestação no Sábado, Sic-Notícias (26/05/2011)
Para além do trabalho ‘político’ gerado nas Assembleias, há uma rotina que exige que todos os dias as pessoas se inscrevam para desempenhar as tarefas diárias – limpar e desinfectar a calçada, cozinhar, despejar os lixos, pintar cartazes e tornar habitável aquela praça emblemática da cidade de Lisboa. Inspirados nos protestos que desde 15 de Maio mobilizaram milhares de pessoas em várias cidades espanholas (com epicentro na Praça Puertas del Sol, em Madrid), os jovens portugueses dizem-se anti-sistema, apartidários e pacíficos. Juram que têm ideias, prometem propostas concretas e querem provocar uma onda semelhante à de Madrid. Resta saber se, com a chuva que se avizinha, a onda não morrerá na praia.
A acampada Lisboa não é um festival de Verão, Sol (26/05/2011)
Crónica de 19M e 20M
Posted in Imprensa Nacional on 21/05/2011| Leave a Comment »
Belíssima crónica que descreve os eventos de 19 e 20 de Maio. Em castelhano:
http://elburdeldeldelirio.blogspot.com/2011/05/cronica-20-m-acampadalisboa.html